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Dunga insinua insatisfação com Kaká na seleçãoCompartilhe:
A animosidade na relação entre o técnico da seleção brasileira e a principal estrela da equipe no pós-Copa ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira. Após a baixa confirmada de Kaká nas Olimpíadas, devido à recusa de liberação do Milan, e da repentina cirurgia do meia, Dunga foi moderado ao se dirigir especificamente ao atleta, mas deixou no ar a insatisfação com o comprometimento do astro na equipe nacional.
"No futebol nada é surpresa. Ele passou por essa operação e não pôde se expor. Sobre a Olimpíada, quem paga o salário dele é o Milan, que usou a legislação de Fifa para não liberar o atleta. Nós temos que aceitar isso", disse o treinador, para em seguida deixar concluir sobre o tema em tom filosofal. "Mas quando você está numa posição de comando, às vezes tem que tomar decisões que não são simpáticas, que sangram e doem. Às vezes você tem que ter coragem de ir contra aquilo que a mídia está pregando e descartar algum jogador que não apresenta espírito de seleção", declarou em Seattle, palco da partida amistosa contra o Canadá neste sábado. Convocado para a disputa de duas partidas amistosas nos Estados Unidos, Kaká acabou virando baixa depois de optar por realizar uma artroscopia no joelho esquerdo logo depois do encerramento da temporada italiana. Considerada simples, a intervenção para a limpeza de fragmentos no joelho foi liderada por José Luiz Runco, médico da seleção brasileira. A expectativa é de que Kaká consiga se recuperar em 15 dias, a tempo de reforçar a equipe na rodada dupla das eliminatórias contra Paraguai (15 de junho, em Assunção) e Argentina (dia 18, em Belo Horizonte). Nesse meio tempo, a estrela do Milan ainda deve acompanhar o nascimento de seu primeiro filho. Outro ponto de tensão na relação de Kaká com a comissão técnica da seleção foi a recusa do Milan em liberar o meia para a disputa dos Jogos de Pequim, como um dos três jogadores de exceção fora da 'idade olímpica' (23 anos ou menos). Sobre Pequim, Dunga usou o comprometimento de Robinho para ilustrar o que espera de suas estrelas. "O Robinho nunca mede esforços para estar com a seleção. Está conosco em todas as oportunidades, independente do sacrifício. Isso acaba sendo levado em conta", diz o treinador, que deve incluir o atacante do Real Madrid como uma das exceções acima de 23 anos na lista olímpica. Histórico de animosidade Em 2007, Kaká e a comissão técnica liderada por Dunga já haviam exposto atrito após o pedido de liberação do meia da disputa da Copa América, em iniciativa que publicamente desagradou o comando da seleção. Antes, em 2006, logo depois do Mundial, Dunga iniciou sua gestão na seleção com uma espécie de 'geladeira' para os astros remanescentes da Copa. Kaká e Ronaldinho Gaúcho ficaram fora da primeira convocação e, nas seguintes, ainda experimentaram o banco de reserva. FórumCompartilhe alguma Noticia ou comente a que voce acabou de ler em nosso Fórum. Participe. Pra compartilhar ou registrar sua Opinião sobre algum Fato, não exige cadastro. |
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